Sexta, 05 de Fevereiro de 2010
Quase 10 milhões de trabalhadoras
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (BGE), em 2009 as mulheres alcançaram 45,1% da população ocupada, representando um aumento da presença feminina no mercado de trabalho, que era de 44,7% em 2008 e 43% em 2003. É um contingente de 9,6 milhões de trabalhadoras, um crescimento de 20,4% na comparação 2009-2003. Para os homens, o crescimento do contingente foi de 10,7%. Entretanto, além de minoria, o rendimento médio real das mulheres trabalhadoras continuou a representar pouco mais de 70% do recebido pelos homens no período.
Entrevista com a ministra
Balanço de 2009 do Ligue 180, Lei Maria da Penha, Prêmio Boas Práticas e Dia Internacional da Mulher foram os principais temas discutidos esta semana pela ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Nilcéa Freire, em entrevista ao Programa “Bom Dia Ministro”, da Empresa Brasil de Comunicação e Serviços (EBC).
Ouçam a íntegra do programa
Mulheres On Line
Durante todo o mês de fevereiro, o debate on line “A Mulher e a Mídia” poderá ser acompanhado por jornalistas, ONGs com atuação junto às mulheres, estudantes, acadêmicos e parceiros. Iniciativa do Departamento das Nações Unidas para o Avanço da Mulher (UNDAW) e o Departamento das Nações Unidas de Informação Pública (UNDPI), trata-se de uma série de discussões promovidas para marcar os 15 anos da adoção da Plataforma de Ação de Pequim, resultado da 4ª Conferência Mundial da Mulher em Pequim, realizada em 1995. A intenção é proporcionar uma plataforma para dividir experiências sobre a participação da mulher na mídia, de forma a identificar mudanças e traçar ações para o futuro, antecipando para jornalistas a discussão da 54ª Sessão da Comissão sobre o Status da Mulher (CSW) a ser realizada na sede da ONU, em Nova York, entre 1º e 12 de março deste ano. O encontro fará uma análise dos direitos das mulheres alcançados desde Pequim e apontará novas medidas de empoderamento das mulheres. Os debates estarão disponíveis em: http://tiny.cc/beijing15womenmedia.
Mulher à frente do BC da Argentina
A presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, escolheu uma mulher para ser a nova presidenta do Banco Central no país. A economista Mercedes Marcó del Pont foi designada para o cargo pelo desempenho de destaque que teve no comando do Banco de la Nación, como afirmou Cristina.
Obrigatoriedade de creches

A Câmara analisa o Projeto de Lei 6511/09 da deputada Dalva Figueiredo (PT-AP), que obriga a instala dil;ão de creches para filhos de alunos em escolas públicas de ensino fundamental, ensino médio, educação de jovens e adultos e educação profissional e tecnológica. A gravidez precoce é uma das razões para tal medida. De acordo com a deputada, muitas adolescentes abandonam a escola quando ficam grávidas ou logo após o nascimento de seus filhos. Como ela afirmou à Agência Câmara, as escolas devem oferecer mecanismos para evitar que a maternidade precoce provoque a interrupção dos estudos. Uma das medidas para reverter esta realidade é justamente oferec er creches para que mães e pais, especialmente os mais jovens, tenham apoio institucional para cuidar de seus filhos enquanto assistem às aulas.
Íntegra da proposta: PL-6511/2009
Primeira mulher à frente do Conif
Tomou posse nesta terça-feira, 02/02, em Brasília, a nova presidenta do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), Consuelo Sielski Santos, primeira mulher a assumir o cargo em 100 anos da rede. Reitora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina, Consuelo, vai exercer a presidência do Conif por 12 meses. O conselho reúne os dirigentes dos 38 institutos e dos centros federais de educação tecnológica do Rio de Janeiro e de Minas Gerais — 215 mil estudantes —, além da Universidade Federal Tecnológica do Paraná e do Colégio Pedro II do Rio de Janeiro.
Segundo a nova presidenta, faz parte da missão do Conif o acesso dos menos favorecidos às conquistas sociais, científicas e tecnológicas, aliado à tenacidade e à ousadia. O ministro da Educação, Fernando Haddad, ressaltou que entre as conquistas obtidas pela rede nos últimos sete anos, além da expansão física, está a série de conexões estabelecidas com a educação superior, básica, especial, à distância e de jovens e adultos, significando que a educação profissional não concorre com as outras áreas, mas soma e acrescenta.
Artigo analisa mulheres e orçamento participativo
O site www.maismulheresnopoderbrasil.com.br disponibiliza em sua seção de “Estudos e Pesquisas” o artigo “A Representatividade das Mulheres na Democracia Participativa: Uma Análise OP de Porto Alegre (2005 – 2008)”, escrito por Camila Goulart de Campos e Tiago Menna Franckini, alunos da Universidade Federal de Pelotas. Eles partem da afirmação da pouca presença das mulheres na democracia institucional para analisar a atuação das mesmas na democracia participativa, no caso o Conselho do Orçamento Participativo. Verificou-se que, ao contrário da democracia representativa, há uma maior presença das mulheres nas assembléias do Orçamento Participativo em Porto Alegre, ainda que esta participação não se torne uma representação nos mesmos moldes da masculina. Nas reuniões de base são maioria, mas à medida que se avança nas instâncias de decisão desta proposta a atuação feminina sofre uma considerável diminuição. Para ler o artigo acesse o link: A Representatividade das Mulheres na Democracia Participativa: Uma Análise OP de Porto Alegre (2005 – 2008)
Liderança feminina
A deputada Vanessa Grazziotin (AM) foi escolhida para liderar a bancada do PCdoB. A formalização da escolha acontece no domingo durante a reunião do Comitê Central do partido. Ela irá comandar uma bancada de 12 deputados federais com assento garantido no privilegiado “Colégio de Líderes”, que praticamente toma as decisões mais importantes da Câmara. Vanessa também é a atual presidenta do Partido Comunista do Brasil no Estado do Amazonas e deve disputar uma das duas vagas ao Senado nas eleições gerais deste ano.
Combate à morte materna
No Senado, a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou esta semana proposta que cria Comitês de Prevenção à Morte Materna. O objetivo é diminuir o número de mortes de mulheres em decorrência de partos no Brasil - índice superior a três vezes o máximo admitido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) - e identificar as responsabilidades técnicas ou administrativas pelos óbitos, determinando a implementação de medidas concretas para sanar os erros identificados. Segundo o projeto, as principais causas de morte materna são a falta de cuidados pré-natais adequados, os abortos inseguros e a não-existência de Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) nas maternidades para cuidar rapidamente de hemorragias, infecções, eclâmpsia e ruptura uterina.
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